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Vino Veritas

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Vinhos tintos suaves e aromáticos

As vinhas ao longo da costa Atlântica portuguesa (aquela que faz vinhos brancos leves, frescos e frutados) também produzem vinhos tintos semelhantes. Estes são leves, aromáticos e, normalmente, com álcool à volta dos 11%. No noroeste de Portugal, a região dos Vinhos Verdes produz um vinho tinto muito peculiar e de cor carregada, quase sempre feito a partir da casta autóctone Vinhão, peles incluídas.
Apresentam, por regra, uma graduação alcoólica baixa, estrutura leve e taninos suaves.
As regiões de eleição para o estilo leve e aromático situam-se maioritariamente no sul de Portugal, com o Alentejo a encabeçar a lista dos vinhos sedosos, jovens e perfumados, repletos de fruta madura.

Quando e como beber

O Vinho Verde tinto combina bem com sardinhas assadas, carnes gordas e charcutaria tradicional. Normalmente, o vinho comercializa-se numa garrafa igual à de Vinho Verde branca. Experimente!

Vinhos tintos com estrutura

Os Verões quentes do Alentejo auxiliam o amadurecimento das uvas e, se as uvas doces estão doces, criam vinhos com muito corpo e muita fruta. Os tintos alentejanos são feitos de uma grande variedade de castas, incluindo Trincadeira e Aragonez, Alicante Bouschet e Syrah, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon. Estes vinhos podem ser baratos, ricos e ou muito caros, ainda mais ricos, densos e envelhecidos em madeira, mas mesmo assim com uma certa opulência e charme. Existem mais vinhos tintos nascidos noutras regiões do país que também caem nesta categoria de vinhos ricos, gulosos de fruta, por exemplo os vinhos do Tejo ou das áreas mais altas do Douro.

Quando e como beber

Os taninos suaves facilitam a harmonização destes vinhos com comida. Mas, os sabores da comida precisam de ser pronunciados, se estes não quiserem ser ultrapassados pelos do vinho. Caça, carnes vermelhas pouco ou muito temperadas e charcutaria podem funcionar bem com este estilo de vinho. Os vinhos com Touriga Nacional madura (desde que não sejam demasiado amadeirados) são bons para carne de vaca e os vinhos com Aragonez ligam-se bem a carne de carneiro, especialmente quando cozinhado com tomilho.

Tintos robustos

O vale do Douro é propício a criar este estilo de vinho. Normalmente de taninos bem presentes nos primeiros anos após a colheita, os vinhos de topo do Douro têm o seu próprio estilo, elegância e normalmente uma grande complexidade de sabores fruto da mistura de várias castas. Estes vinhos envelhecem bem: com o tempo os taninos tornam-se mais suaves e a fruta mais madura. Quanto mais alto o preço, mais deverão evoluir com a idade - mas por vezes, isto é apenas um lugar-comum.

Quando e como beber

Os tintos robustos dão-se bem no Verão com caça e carnes. Os taninos dos vinhos jovens robustos parecem combinar melhor com carnes estufadas, especialmente quando o vinho tinto faz parte da lista de ingredientes. Tanto os vinhos do Douro, Trás-os-Montes e Bairrada (da casta Baga) são bons pares para certos queijos. Ambos são surpreendentemente deliciosos com queijos de cabra.

Tintos elegantes

A altitude elevada, os solos graníticos, o clima frio e as maturações longas são as principais características da região do Dão, responsável por gerar uma grande quantidade de vinhos tintos elegantes. A Touriga Nacional é misturada com Tinta Roriz, Alfrocheiro, Jaen e outras castas, para produzir vinhos intensos no sabor, perfumados, ácidos e equilibrados. Os tintos de Palmela, na Península de Setúbal, também podem ser elegantes, quando feitos a partir da casta Castelão, que é uma casta difícil em outras regiões, mas que encontra a sua plenitude nos solos arenosos da Península de Setúbal, onde amadurece na perfeição.

Quando e como beber

Estes são vinhos muito versáteis. Podem ser consumidos durante todo o ano e harmonizam na perfeição com uma grande variedade de comida, desde aves, carnes vermelhas e queijos.